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segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Traficantes usam leilões de cavalo e agenciamento de shows de forró para lavar dinheiro

Um leilão de cavalos, que leva o nome de um dos cantores mais famosos do Brasil, recebe um lance vencedor.

“Uma, duas, em R$ 2.300. Sim ou não?”

“É nosso aqui.”

“Duas, três. Vendido!”

Segundo a Polícia Civil, quem fez essa compra, na verdade, queria lavar o dinheiro do tráfico de drogas.

O comprador é Ivan Moura, também conhecido como “Mauro Maromba”. Ele adquiriu o cavalo com o sócio, Yago Cavalcanti, que já foi candidato a vereador em Campina Grande. Yago já havia comprado outros quatro cavalos do haras de Safadão, que custaram cerca de R$ 1 milhão. Ele tinha 15 animais da mesma raça, Quarto de Milha, segundo a polícia.

A investigação aponta que Yago montou um haras no Rio Grande do Norte, e os cavalos eram arrematados, muitas vezes, por valores inflacionados. Em conversa por aplicativo de mensagens, Ivan Maromba avisa:

“Tu se liga quando for comprar pros cara não enganar você. Porque parece que o cara passou mais caro a você, né?”

Yago responde: “Mas não tem nada, não. Depois eu te digo quanto vai valer na minha mão.”

Segundo o delegado do caso, Lucas Rothardand, “o leilão de cavalo em si, para Yago e para Ivan, foi visto como uma forma de fazer uma automonetização sem uma contrapartida de fiscalização. Foi uma forma deles adquirirem alguns animais e, posteriormente, vender esse bem a fim de que o dinheiro volte pra ele com uma colocação limpa.”

O leilão virtual levava a marca do cantor Wesley Safadão, que estava presente na noite dos lances. Mas como Yago e Ivan arremataram os cavalos à distância, receberam um vídeo de Safadão agradecendo pela compra, o que costuma ser praxe nesse tipo de evento.

g1

Jorge Jesus fala sobre Flamengo e revela desejo de voltar

Jorge Jesus voltou a comentar sua relação com o Flamengo e destacou a importância da passagem pelo clube em sua carreira. Após a vitória de Portugal por 2 a 1 sobre a Noruega, neste domingo (27), pela Liga das Nações, o treinador relembrou o período no futebol brasileiro e afirmou que sempre considerou a possibilidade de retornar ao Rubro-Negro.

Em entrevista à ESPN, o português classificou a passagem pelo Flamengo como possivelmente o período mais marcante de sua trajetória como treinador de clubes.

"Significa muito, talvez o melhor período da minha carreira como treinador de clubes. Foi um marco histórico, não só esportivamente, mas também sentimentalmente. A forma como os torcedores do Flamengo me abraçaram e me deram carinho eu nunca vou esquecer. Sempre pensei em um dia voltar ao Flamengo, mas tenho certeza de que agora as coisas ficaram difíceis", afirmou Jorge Jesus.

Segundo o treinador, a dificuldade para um eventual retorno está relacionada ao atual momento profissional. Aos 72 anos, Jorge Jesus assumiu recentemente o comando da seleção portuguesa e iniciou um projeto de longo prazo à frente da equipe nacional.

Jorge Jesus manda recado ao Flamengo

A ligação do treinador com o Flamengo também ficou evidente antes da partida contra a Noruega. Em outra entrevista à ESPN, antes do confronto em Oslo, Jorge Jesus desejou "felicidades para o Brasil" e encerrou a conversa com uma mensagem direcionada ao clube.

"Força, Flamengo."

A declaração repercutiu entre torcedores rubro-negros. Durante sua passagem pelo Rio de Janeiro, o português construiu uma relação próxima com o Flamengo e com os torcedores.

Passagem marcante pelo Flamengo

Jorge Jesus chegou ao Flamengo em 2019 e comandou uma temporada de destaque na história recente do clube. Sob sua direção, o Rubro-Negro conquistou a Libertadores e o Campeonato Brasileiro no mesmo ano.

O estilo de jogo ofensivo também contribuiu para a popularidade do treinador entre os torcedores. Em 2020, antes de deixar o Brasil para retornar ao Benfica, Jesus ainda conquistou a Supercopa do Brasil, a Recopa Sul-Americana e o Campeonato Carioca.

Durante o período no clube, Jorge Jesus recebeu o apelido de "Mister" e passou a ter seu nome cantado pelos torcedores nas arquibancadas do Maracanã.

Novo desafio na seleção portuguesa

Neste momento, um retorno de Jorge Jesus ao Flamengo aparece distante diante do novo compromisso profissional do treinador.

O português iniciou seu trabalho à frente da seleção portuguesa com duas vitórias em dois jogos. Na estreia, Portugal venceu o País de Gales por 1 a 0, em Lisboa. Na sequência, derrotou a Noruega por 2 a 1, em Oslo.

O trabalho representa uma nova etapa na carreira de Jorge Jesus, que assumiu pela primeira vez o comando da seleção principal de seu país.

Nunes Marques manda retirar propaganda de Lula contra Flávio

O ministro Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou provisoriamente a retirada do ar de uma propaganda de rádio da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que associa o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a episódios envolvendo suspeitas de rachadinha, depósitos em dinheiro, compra de imóveis e irregularidades relacionadas ao Banco Master.

A decisão foi tomada em 22 de setembro, em uma ação apresentada por Flávio Bolsonaro. A propaganda, intitulada "Foi o Flávio Bolsonaro", foi transmitida sete vezes entre os dias 28 e 31 de agosto, por quatro emissoras de rádio.

Nunes Marques determinou que a peça deixe de ser veiculada até que o TSE faça uma análise definitiva do caso. A campanha de Lula foi procurada para se manifestar sobre a decisão, mas o posicionamento não constava no material.

A Justiça Eleitoral permite que candidatos façam críticas e mencionem fatos negativos relacionados a adversários. A própria decisão destaca que a liberdade de expressão ocupa papel central durante o período eleitoral e que críticas políticas, inclusive consideradas "ácidas ou contundentes", fazem parte do processo.

No entanto, em uma avaliação preliminar, Nunes Marques entendeu que a propaganda teria ultrapassado os limites da crítica política permitida. Segundo o ministro, a forma como as informações foram apresentadas poderia levar o eleitor a uma interpretação equivocada sobre situações que tiveram desdobramentos diferentes dos sugeridos pela propaganda.

"Tal como reconhecido por esta Corte, a potencialidade lesiva da propaganda não decorre apenas das frases isoladamente consideradas, mas da interação entre o formato empregado --de fácil memorização e ampla repetição-- e o contexto comunicacional em que se insere, elemento apto a induzir o eleitor a erro quanto à existência e ao significado dos fatos apresentados", afirmou Nunes Marques.

Um dos pontos analisados pelo ministro envolve a chamada "rachadinha". Na propaganda, a música pergunta: "Quem é acusado de comandar o esquema de 'rachadinha' no gabinete do Flávio?" e responde: "É o Queiroz, amigo do Flávio".

Para Nunes Marques, o uso do verbo no presente, na expressão "é acusado", poderia transmitir a ideia de que existe atualmente uma acusação em andamento. O ministro ressaltou, porém, que a denúncia relacionada ao caso foi arquivada.

A propaganda também apresenta outras quatro afirmações em sequência. Entre elas estão uma suposta homenagem de Flávio Bolsonaro a Adriano da Nóbrega, posteriormente apontado como integrante de uma milícia; uma suposta solicitação de R$ 61 milhões a Daniel Vorcaro para a produção de um filme sobre o pai de Flávio Bolsonaro; depósitos em dinheiro vivo em uma loja de chocolates; e a compra de pelo menos 51 imóveis com pagamento em espécie.

Em todos esses casos, a propaganda utiliza a mesma estrutura: uma pergunta seguida da resposta "foi o Flávio Bolsonaro".

A retirada determinada por Nunes Marques tem caráter liminar, ou seja, é uma medida provisória tomada antes da conclusão do processo. A decisão foi adotada diante da avaliação de que seria necessário interromper imediatamente a veiculação da propaganda.

O ministro também considerou o risco de a peça continuar produzindo efeitos enquanto o processo não fosse julgado. Segundo a decisão, as inserções ocorreram durante o período eleitoral e poderiam alcançar um número expressivo de eleitores.

O caso ainda será analisado pelo plenário do TSE. Os ministros deverão avaliar definitivamente a questão após a apresentação da defesa da campanha de Lula e a manifestação do Ministério Público Eleitoral.

 
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