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quinta-feira, 24 de setembro de 2026

MP-Procon autua quatro farmácias em Alagoa Grande; fiscalização constata ausência de farmacêuticos

O Ministério Público da Paraíba, por meio da Diretoria Regional do MP-Procon, autuou quatro farmácias durante fiscalização realizada nesta quinta-feira (24), no município de Alagoa Grande. Ao todo, cinco estabelecimentos foram vistoriados, e apenas um deles estava em conformidade com as exigências verificadas pela equipe de fiscalização.

Entre as principais irregularidades constatadas, destacou-se a ausência de profissional farmacêutico durante o horário de funcionamento dos estabelecimentos, em descumprimento à Lei Federal nº 13.021/2014, que estabelece a obrigatoriedade da presença de farmacêutico durante todo o período de funcionamento das farmácias e drogarias.

Também foram identificadas irregularidades relacionadas a licenças sanitárias e certificados do Corpo de Bombeiros vencidos ou ausentes, além da falta de cartaz informativo sobre a proibição da exigência de CPF do consumidor como condição para a concessão de descontos e da ausência de exemplar do Código de Defesa do Consumidor (CDC) em local visível e acessível ao consumidor.

Os quatro estabelecimentos autuados foram cientificados das irregularidades constatadas e estão sujeitos às medidas administrativas cabíveis, conforme a legislação vigente.

De acordo com o diretor regional do MP-Procon, promotor de Justiça Osvaldo Lopes Barbosa, a fiscalização tem o objetivo de verificar o cumprimento das normas sanitárias e de proteção e defesa do consumidor, contribuindo também para a proteção da saúde da população.

“A ação faz parte das atividades de fiscalização desenvolvidas pelo MP-Procon para verificar o cumprimento das normas de proteção e defesa do consumidor e contribuir para que a saúde da população paraibana, quando da dispensação de medicamentos, seja protegida”, destacou o promotor.



RotaPb

Nova pesquisa reforça força da campanha de Tibério na reta final da eleição

A nova pesquisa Seta/Polêmica, divulgada nesta quarta-feira (23), mantém Tibério Limeira (PSB) entre os principais nomes na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa da Paraíba. No levantamento, Tibério aparece na 8ª colocação geral, com 1,71% das intenções de voto.

O resultado reforça uma trajetória que vem sendo construída há mais de um ano. Ainda em dezembro de 2025, Tibério já aparecia no grupo da frente da pesquisa Seta/Polêmica. Desde então, seu nome tem mantido presença recorrente entre os mais citados na corrida pela Assembleia.

Na pesquisa divulgada em agosto, por exemplo, Tibério também ocupava a 8ª posição, com 1,60%. Agora, a poucos dias da eleição, chega a 1,71% e permanece entre os dez primeiros do levantamento.

Para Tibério, os números representam mais um retrato de uma construção consistente: “Chegamos à reta final com muito trabalho, muita rua e, principalmente, muita escuta. É uma caminhada que não começou agora. Temos percorrido a Paraíba, conversado com as pessoas e apresentado aquilo que acreditamos. Pesquisa é um retrato do momento; nossa responsabilidade é continuar trabalhando até o último dia, com a certeza de que estamos no caminho da vitória”, afirmou.

O levantamento Seta/Polêmica está registrada sob o número PB-04749/2026, possui nível de confiança de 95% e margem de erro informada de 4,5 pontos percentuais, para mais ou para menos.


Blog do Clilson Jr.

Defesa de Bolsonaro pede ao STF suspensão imediata de pena de 27 anos pela trama golpista

A defesa de Jair Bolsonaro pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) a suspensão imediata do cumprimento da pena de 27 anos e 3 meses de prisão imposta ao ex-presidente na ação penal sobre a tentativa de golpe de Estado. 

O pedido foi apresentado dentro do processo de revisão criminal em análise no STF, relatado pelo ministro Nunes Marques.

Os advogados querem que a execução da pena seja interrompida por decisão liminar, antes mesmo da manifestação da PGR (Procuradoria-Geral da República).

Caso o pedido seja concedido, a defesa pretende que a suspensão seja mantida até o julgamento definitivo da revisão criminal ou, ao menos, até que o caso seja analisado pelo plenário do STF.

“A suspensão cautelar da execução da pena, nesse quadro, não causa risco processual irreversível ao Estado. Caso a revisão seja julgada improcedente, a execução poderá ser retomada. O inverso, porém, não é verdadeiro: caso a execução prossiga e a revisão seja julgada procedente, a liberdade já perdida não será recuperável“, disseram os advogados.

Argumentos da defesa

Um dos argumentos apresentados pela defesa é que a Primeira Turma do STF não teria competência para julgar Bolsonaro. A defesa sustenta que o Regimento Interno do STF reserva ao plenário o julgamento de presidentes da República em crimes comuns.

Para os advogados, “não é juridicamente aceitável permitir a execução de pena de 27 anos e 3 meses enquanto se discute, em revisão criminal, se o julgamento condenatório final foi proferido pelo órgão interno competente do Supremo Tribunal Federal”.

Os advogados apontam uma suposta contradição no julgamento da ação penal: segundo eles, o STF considerou que os fatos atribuídos a Bolsonaro tinham relação com o exercício da Presidência para manter o caso na Corte, mas afastou a regra que atribuiria o julgamento ao plenário pelo fato de ele já não estar no cargo.

A defesa também cita decisões anteriores do próprio STF e o voto divergente do ministro Luiz Fux na ação penal para sustentar a tese de incompetência da Primeira Turma.

Outro argumento é o de cerceamento de defesa. Os advogados afirmam que tiveram acesso inicialmente apenas a uma parte dos elementos reunidos pela Polícia Federal e pela PGR.

Segundo a defesa, mais de 70 terabytes de dados foram disponibilizados somente às vésperas ou durante a fase de instrução, de forma desorganizada e com dificuldades para obtenção de senhas. Para os advogados, isso teria prejudicado a análise técnica do material e o exercício do contraditório.


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