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quinta-feira, 12 de março de 2026

Mulher e criança tiradas de cárcere privado em Alagoa Grande ficaram quatro meses presas e quase sem comida

Um homem de 33 anos, que foi preso por manter a esposa e o filho de 6 anos em cárcere privado na cidade de Alagoa Grande, no interior da Paraíba, cometeu o crime por pelo menos quatro meses, de acordo a Polícia Civil. Ele também impunha uma restrição da quantidade de comida que a mulher poderia ingerir.

Nesta quarta-feira (11), o homem manteve o filho refém na residência da família após expulsar a mulher de casa. Ao ser expulsa, ela procurou o Conselho Tutelar e o caso foi levado para a polícia. Ao chegar ao local, os policiais tentaram falar com o homem, que não atendeu aos chamados. Após isso, os policiais entraram na residência para prender o suspeito, considerando um possível flagrante. Na abordagem, ele ficou ferido e também feriu dois policiais.

“Ela relatou que tinha sua liberdade restrita, ela não podia sair de casa. A casa era toda cheia de cadeados, ela não tinha as chaves, não poderia ter contatos com familiares ou terceiros. Tudo passava pela aprovação do companheiro. Desde esse período que ela vem sendo alimentada com uma mistura de milho e frutas. Comia essa refeição três vezes por dia. Não poderia ter qualquer outro tipo de alimento, até para beber água era mediante autorização do companheiro”, disse.

Também conforme o delegado, devido essa restrição de comida, que a criança também passou durante esse período, ambos tiveram perda de peso registradas. O homem pode responder por crime de resistência por tentar obstruir a ação policial, lesão corporal por agentes da segurança pública e o cárcere privado contra os familiares.


Guarabira em Foco

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