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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

OPINIÃO: O povo não perdoa traição e Bosco Carneiro recebe o recado das urnas

Na política, a palavra deveria valer tanto quanto um voto. Mas há quem esqueça os compromissos assumidos quando surgem novas conveniências. Em Alagoa Grande, o rompimento de Bosco Carneiro e de seu filho, o prefeito Neto Carneiro, com o senador Veneziano Vital do Rêgo é um exemplo dessa velha prática política.

Neto, que costuma aparecer com um terço nas mãos, parece ter esquecido que lealdade também é uma virtude. Na reta final da caminhada eleitoral, pai e filho deram as costas a Veneziano, deixando para trás uma aliança política que até então sustentavam.

Veio a eleição. Bosco Carneiro recebeu 23.723 votos, não conseguiu retornar à Assembleia Legislativa e terminou na quinta suplência da Federação União Progressista. Um resultado amargo para quem esperava conquistar uma cadeira no Legislativo estadual.

As urnas não revelam o motivo de cada voto, mas permitem uma interpretação política. A derrota de Bosco pode ser lida como um recado também ao filho. Afinal, quem rompe compromissos precisa estar preparado para pagar o preço político de suas escolhas.

Neto pode continuar com o terço nas mãos. Mas convém lembrar que, na política, não basta demonstrar fé. É preciso também honrar a palavra.

A derrota de Bosco não prova que o eleitor puniu a mudança de lado. Mas deixa uma lição que pai e filho fariam bem em considerar. O povo tem memória, e confiança não se recupera com a mesma facilidade com que se troca de aliado.


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