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segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Raízes do Brejo faz Juarez Távora reviver o São João em novembro. Veja programação

O clima de São João vai tomar conta de Juarez Távora, no Brejo paraibano, de 05 a 08 de novembro. Quarta parada da Rota Cultural Raízes do Brejo 2026, o município escolheu o tema “Juarez Távora: Encanto das Quadrilhas Juninas” para celebrar suas tradições e atrair visitantes com quatro dias de programação cultural gratuita. A abertura oficial acontece na quinta-feira (05), às 20h, na Rua Adalberto Pereira de Melo, na Praça Central, com destaque para a participação da premiada Quadrilha Xamego Nordestino, que transformou os saberes artesanais da cidade em espetáculo.

Fundada em 2009, a Xamego Nordestino ganhou projeção nos festivais juninos ao levar para os figurinos o labirinto, o couro, o crochê e o algodão colorido, marcas da identidade local. Em 2026, conquistou o vice-campeonato da Liga do Vale do Paraíba com o espetáculo “Quem Planta Cultura, Colhe Identidade”, uma homenagem aos artesãos e agricultores do município. Parte dos integrantes aprendeu a técnica centenária do labirinto para confeccionar as próprias roupas, contribuindo para a continuidade de uma tradição reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial da Paraíba.

O saudosismo junino também chega à gastronomia, com bolo de milho, pamonha e canjica, enquanto a feira de artesanato apresenta a produção local. A programação inclui oficinas de labirinto e couro, apresentações da Quadrilha Mulher Rendeira e da peça teatral “Meu Mundo Junino”, do Grupo Fazer Arte, dirigida pelo juarezense José Iremar, que acumula experiências no teatro e no cinema no Rio de Janeiro.

Na agenda musical estão Forró Filé, Carlinhos Dantas, Matheuzinho Moral e Collo de Menina, além de apresentações culturais e da segunda edição da Corrida de Atletismo Raízes do Brejo. O encerramento, no domingo (8), será com a tradicional cavalgada, reunindo cavaleiros e amazonas para um dia de confraternização, almoço e muito forró, ao som de Anderson Mendes e Damião Moreno.

Após Juarez Távora, a Rota Cultural Raízes do Brejo segue para Dona Inês (12 a 15 de novembro), Guarabira (19 a 22), Pirpirituba (26 a 29), Belém (3 a 6 de dezembro), Pilõezinhos (10 a 13) e Duas Estradas (17 a 20).

A Rota Cultural Raízes do Brejo é uma criação e realização do Fórum de Turismo do Brejo Paraibano, em parceria com as dez prefeituras participantes, com correalização do Governo da Paraíba, patrocínio do Banco do Nordeste e do Sebrae Paraíba e apoio do Instituto Federal da Paraíba (IFPB) e da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

A iniciativa fortalece o turismo regional ao transformar as tradições de cada município em atrativos para moradores e visitantes. Além de preservar o patrimônio cultural, o evento estimula o comércio, a gastronomia, o artesanato e a geração de renda, ampliando as oportunidades para quem vive e empreende na região.

Quinta-feira – 5 de novembro de 2026
17h30 – Apresentação da Banda Marcial Fênix
18h – Feira de Artesanato e Gastronomia
20h – Abertura oficial da Rota Cultural Raízes do Brejo, com participação da Quadrilha Xamego Nordestino
Pavilhão montado na Rua Adalberto Pereira de Melo – Centro (Praça Central)
20h30 – Apresentação musical com Forró Filé

Sexta-feira – 6 de novembro de 2026
15h30 – Oficinas de Labirinto e Couro – CRAS
16h – Feira de Artesanato e Gastronomia
16h – Apresentações culturais de teatro e dança, com destaque para a peça teatral “Meu Mundo Junino”, do Grupo Fazer Arte, de Juarez Távora.
Centro da cidade – Praça Central
18h – Apresentação da Quadrilha Junina Mulher Rendeira
19h – Apresentação de música erudita do PRIMA – Igreja Matriz
20h – Apresentação musical com Carlinhos Dantas

Sábado – 7 de novembro de 2026
16h – II Edição da Corrida de Atletismo Rota Cultural Raízes do Brejo, com premiação para 1º, 2º e 3º lugares nas categorias masculina e feminina
16h – Feira de Artesanato e Gastronomia
17h – Apresentação da Banda Marcial Juarez Távora – Centro da cidade
17h30 – Apresentação do Grupo Folclórico Sesc
22h – Abertura musical com Matheuzinho Moral
00h – Show da banda Colo de Menina (virada de sábado para domingo)

Domingo – 8 de novembro de 2026
8h – Concentração de cavaleiros e amazonas
Churrascaria Cachoeira
10h – Tradicional Cavalgada
13h – Apresentação musical com Anderson Mendes – Centro da cidade
15h – Show musical com Damião Moreno – Centro da cidade

Turismo em Foco

Reforma eleitoral de Hugo Motta enfrenta resistência no Congresso e Cabo Gilberto anuncia oposição

A proposta de reforma eleitoral articulada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), enfrenta resistência no Congresso Nacional e corre o risco de perder o apoio necessário para avançar ainda em 2026. A iniciativa pretende modificar a forma de eleição dos deputados federais, mas encontra divergências entre partidos do centrão e oposição declarada de legendas como PL e Novo.

O impasse foi revelado em reportagem da Folha de S.Paulo publicada neste domingo (1º). Segundo o jornal, parlamentares de diferentes partidos discordam do modelo de voto distrital misto negociado por Motta, apesar do apoio anunciado anteriormente por dirigentes partidários.

Entre os opositores está o deputado paraibano Cabo Gilberto Silva (PL), líder da oposição na Câmara. Ele afirmou que parlamentares do PL e do Novo decidiram votar contra a mudança no sistema eleitoral.

As bancadas que integram a oposição mencionada pelo deputado somam atualmente 103 parlamentares, número que deverá chegar a 131 em fevereiro de 2027, com a posse dos eleitos em outubro.

A resistência ocorre em meio à tentativa de Motta de aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) até dezembro, antes do início da próxima legislatura.

Divergências atingem partidos que apoiaram a reforma

A articulação ganhou força após uma reunião realizada na quarta-feira (28), quando Hugo Motta discutiu mudanças no sistema eleitoral com representantes de partidos como União Brasil, PP, PSD, Republicanos, MDB, Podemos e a federação PSDB-Cidadania.

Na ocasião, os dirigentes manifestaram apoio à discussão do voto distrital misto, com implementação prevista para 2034 e um modelo de transição nas eleições de 2030.

Entretanto, o entendimento entre as lideranças não se repetiu entre todos os integrantes das bancadas.

Segundo a Folha, parte dos parlamentares defende a adoção do chamado distritão, sistema em que os candidatos mais votados em cada estado conquistam as vagas disponíveis, independentemente da votação total de seus partidos.

Outros grupos, incluindo integrantes do Podemos e do Solidariedade, defendem o distritão misto, que combina a eleição dos candidatos mais votados no estado com a distribuição de cadeiras por listas partidárias.

Também existem divergências no PT. Enquanto alguns parlamentares admitem discutir um modelo misto, outros demonstram preocupação com a possibilidade de redução da representação de determinados grupos políticos e com a influência de organizações criminosas em disputas territoriais.

O que muda com o voto distrital misto?

Atualmente, os deputados federais são eleitos pelo sistema proporcional de lista aberta. Nele, os votos recebidos pelos candidatos e pelas legendas são somados para determinar quantas cadeiras cada partido ou federação poderá ocupar.

Isso significa que um candidato com votação expressiva pode contribuir para a eleição de outros integrantes da mesma legenda, mesmo que eles tenham recebido individualmente menos votos.

A proposta defendida por Hugo Motta pretende substituir essa lógica pelo voto distrital misto.

Nesse modelo, metade das cadeiras seria preenchida por candidatos eleitos em distritos eleitorais, correspondentes a regiões geográficas previamente delimitadas. A outra metade seria distribuída entre os partidos, com base na votação e em listas de candidatos.

O formato busca combinar a representação territorial com a representação partidária, mas também pode modificar o peso das lideranças políticas regionais e o poder das direções partidárias na definição dos eleitos.

Um dos argumentos apresentados por defensores da mudança é a possibilidade de aproximar os deputados de seus eleitores. Entre as críticas estão o risco de concentração de poder em lideranças locais e a dificuldade de representação de candidatos cujas bases eleitorais estejam distribuídas por diferentes regiões.

Como a reforma pode afetar a Paraíba?

A mudança poderá ter consequências diretas para a escolha dos 12 deputados federais que representam a Paraíba na Câmara.

Caso seja adotado o modelo em discussão, com metade das vagas preenchidas por representantes territoriais e metade por listas partidárias, a distribuição poderia resultar em seis cadeiras eleitas por distritos e outras seis pelo componente partidário, considerando a manutenção do atual número de vagas do estado.

Nesse cenário, o território paraibano precisaria ser dividido em distritos eleitorais, com regras específicas para definir seus limites e a representação de cada região.

Candidatos com votações concentradas em determinados municípios poderiam disputar diretamente a representação desses territórios. Já políticos com eleitores distribuídos por diferentes cidades dependeriam também das regras estabelecidas para a escolha das cadeiras partidárias.

No entanto, ainda não existe uma definição sobre a divisão territorial, a composição das listas ou o modelo definitivo de votação. Por isso, não é possível determinar quais municípios seriam agrupados nem quais candidatos ou partidos seriam beneficiados.

Reforma busca alterar efeito dos chamados puxadores de votos

As negociações ocorrem após o crescimento da bancada do PL nas eleições de 2026. O desempenho de candidatos com votações expressivas, capazes de contribuir para a eleição de outros integrantes do partido, passou a ocupar o centro das discussões.

Segundo a Folha, dirigentes do centrão articulam a mudança para reduzir os efeitos desse mecanismo na composição da Câmara dos Deputados.

A intenção, entretanto, enfrenta resistência de parlamentares que consideram o sistema atual mais favorável à representação de grupos políticos e sociais com eleitorado distribuído por diferentes regiões.

Aprovação exige apoio de três quintos do Congresso

Para alterar as regras constitucionais do sistema eleitoral, será necessário aprovar uma PEC.

O texto precisará receber pelo menos 308 votos favoráveis entre os 513 deputados federais, em dois turnos de votação. No Senado, serão necessários 49 votos favoráveis entre os 81 senadores, também em dois turnos.

Além das divergências sobre a adoção do voto distrital misto em 2034, os parlamentares ainda não chegaram a um entendimento sobre as regras de transição previstas para 2030.

Uma das alternativas discutidas pelo Republicanos é limitar o efeito dos chamados puxadores de votos. Já outros partidos defendem modelos que combinam votação individual e listas partidárias.

A intenção de Hugo Motta é concluir as negociações e levar a proposta à votação até o fim de dezembro. O avanço, porém, dependerá da construção de um acordo entre as bancadas e da definição de um texto capaz de reunir os votos necessários.

Até o momento, nenhuma mudança foi aprovada, e as regras eleitorais atuais permanecem em vigor.


thmais.com.br

INSS libera calendário do 13º salário para novos aposentados e pensionistas

Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que começaram a receber seus benefícios a partir de maio de 2026 terão direito ao pagamento do 13º salário em novembro. O repasse será feito em parcela única, com valores proporcionais ao período de recebimento da aposentadoria ou pensão neste ano.

Os depósitos começam no dia 24 de novembro e seguem até 7 de dezembro. O calendário leva em consideração o número final do cartão de benefício, sem considerar o dígito verificador.

O valor do abono será calculado de acordo com a quantidade de meses em que o benefício esteve ativo em 2026. Para estimar a quantia, o segurado deve dividir o valor mensal recebido por 12 e multiplicar o resultado pelo número de meses de recebimento. Podem ser aplicados descontos, conforme cada caso.

 
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