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terça-feira, 15 de setembro de 2026

Flávio Dino pede vista de julgamento sobre Moraes e Mendonça é adiado

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu vista do julgamento que vai decidir se os casos dos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça devem ser julgados simultaneamente.

O pedido foi feito após os ministros André Mendonça e Gilmar Mendes iniciarem um bate-boca sobre a condução do caso Master.

Com o pedido de vista, a análise do caso não tem data para ser retomada. O placar parcial do julgamento ficou em 4 votos a 3.

Os votos pelo julgamento conjunto foram proferidos pelos ministros Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes. Apesar de ter defendido o julgamento conjunto, Dino pediu para não computar sua posição no placar provisório por ter pedido vista. 

O presidente do STF, Edson Fachin, Luiz Fux, Cármen Lúcia e André Mendonça votaram pelo julgamento separado.

Sessão

Na manhã desta terça-feira (15), o Supremo começou a analisar se o ministro Alexandre de Moraes pode ser investigado pela suposta relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

O caso foi pautado pelo presidente da Corte, Edson Fachin. No entanto, o ministro Gilmar Mendes suscitou uma questão de ordem para retomar o julgamento na quarta-feira (23) e incluir a análise das supostas irregularidades que teriam sido cometidas pelo antigo relator do caso, ministro André Mendonça, ao solicitar ao plenário a investigação contra Moraes.

Além disso, Mendes defendeu que o caso seja redistribuído entre os membros do tribunal e não permaneça sob a relatoria do presidente da Corte, ministro Edson Fachin.

Na parte da tarde da sessão, os ministros começaram a deliberar sobre a questão, mas o julgamento foi interrompido pelo pedido de vista de Dino.

Entenda

O relatório com menções a Moraes veio à tona em 1º de setembro, quando o ministro André Mendonça levantou o sigilo sobre o documento. O ato desencadeou uma crise institucional sem precedentes no STF, com a divulgação recíproca de relatórios comprometedores e pedidos mútuos de investigação. 

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a Fachin a anulação do relatório parcial. O órgão argumenta que o documento é irregular porque Mendonça permitiu que a investigação avançasse sobre um ministro do Supremo sem comunicar isso ao presidente da Corte ou ao plenário. 

A PGR sugere que isso pode representar direcionamento por parte de Mendonça, entre outros argumentos. O nome do procurador-geral da República, Paulo Gonet, contudo, também aparece nas mensagens que a PF diz terem sido enviadas por Vorcaro a Moraes. 

O relatório divulgado por Mendonça apresenta 52 mensagens que os investigadores dizem ter sido enviadas por Daniel Vorcaro a Alexandre de Moraes. Nelas, o ex-banqueiro aparenta ter uma relação de proximidade com o ministro. 

Em um trecho do que aparenta ser uma conversa, Vorcaro sugere ter enviado para a consideração de Moraes um contrato de R$ 131 milhões do Master com o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. 

Em outro trecho, Vorcaro parece buscar junto a Moraes informações sobre uma operação iminente para prendê-lo. Segundo a PF, as mensagens foram enviadas entre 2023 e 17 de novembro de 2025, data em que o ex-banqueiro foi preso preventivamente. 

Em defesa apresentada na madrugada desta terça (15), o ministro negou ter cometido qualquer tipo de irregularidade e classificou o relatório que contém supostas mensagens enviadas pelo ex-banqueiro a ele como inconstitucional e ilegal.

Reação

Em reação ao relatório da PF, Moraes divulgou, em 2 de setembro, o que disse ser um relatório de inteligência também da PF, no qual se sugere que Mendonça possa ter direcionado as investigações da Operação Compliance Zero para atingir desafetos políticos. 

O documento, contudo, não é assinado nem traz o timbre da corporação, além de trazer na capa o alerta de que o material foi produzido como uma conjectura e “sem valor probatório”. 

Moraes pediu a Fachin a abertura de investigação contra Mendonça por suspeita de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. O presidente do Supremo marcou o julgamento deste pedido para 23 de setembro. 


Agência Brasil

Homem entra por telhado, tenta matar idoso e acaba preso escondido debaixo da cama em Alagoa Grande

Um homem foi preso em flagrante na manhã desta segunda-feira (15), suspeito de tentativa de latrocínio contra um idoso de 93 anos, no Engenho Baixinha, na cidade de Alagoa Grande, no Brejo paraibano.

O suspeito foi identificado como Gilmaro Domingos de Souza, mais conhecido como “Mamá”. A prisão foi realizada em uma ação conjunta das Polícias Civil e Militar.

Segundo o delegado Júlio César, o idoso estava sozinho em casa no momento do crime e foi atacado enquanto dormia. Ele foi encontrado desacordado, ensanguentado e com ferimentos graves, principalmente na região da cabeça.

Durante as buscas, o suspeito foi localizado, mas fugiu ao perceber a chegada das equipes de segurança, correndo em direção ao Morro do Cruzeiro.

As diligências continuaram e os policiais receberam a informação de que ele havia retornado para casa. Foi montado um novo cerco ao imóvel, com atuação conjunta das duas forças.

Mamá” foi encontrado escondido debaixo de uma cama e, ao receber voz de prisão, ainda tentou fugir novamente resistindo à abordagem enquanto portava uma faca.

Ele foi conduzido para a Delegacia de Alagoa Grande, onde foram tomadas as medidas cabíveis.

A Polícia informou ainda que “Mamá” já havia sido preso no dia 11 de agosto deste ano, suspeito de furtos contra o Supermercado Triunfo e a oficina Carlos Motos, ambos em Alagoa Grande. Na época, ele usava o mesmo modo de agir: entrava pelos telhados dos estabelecimentos.

Apesar da idade, a vítima é lúcida e, segundo a polícia, recebe acompanhamento do filho, que costuma visitar e acompanhar o pai. O imóvel estava revirado e uma certa quantia em dinheiro e uma faca que pertencia à vítima haviam desaparecido.

A vítima permanece sob cuidados médicos devido à gravidade das lesões.

A ação reforça o trabalho integrado entre a Polícia Civil e a Polícia Militar no combate à criminalidade em Alagoa Grande.




segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Morre o promotor de Justiça Marinho Mendes

Faleceu o promotor de Justiça Marinho Mendes, pai do multicampeão de Jiu-Jitsu Esdras Mendes. A notícia de sua partida causa profunda consternação entre familiares, amigos e todos aqueles que tiveram a oportunidade de conviver com ele ao longo de sua trajetória pessoal e profissional.

De acordo com informações apuradas, o promotor Marinho Mendes estava internado no Hospital da Unimed, em João Pessoa. O falecimento foi registrado na manhã desta segunda-feira (14).

Membro do Ministério Público da Paraíba, Marinho Mendes construiu sua carreira no exercício do Direito e do serviço público, deixando uma história marcada pelo trabalho e pela dedicação às funções que desempenhou.

Para além de sua trajetória profissional, permanece sobretudo o legado construído no seio de sua família.

Neste momento de despedida, ficam a memória, os ensinamentos e a história construída ao longo de uma vida. A ausência física impõe uma dor que palavras dificilmente conseguem alcançar, mas aquilo que se transmite aos filhos, à família e às pessoas que fizeram parte de sua caminhada permanece.

Aos familiares, especialmente a Sandra, Esdras, Endres e Etna Mendes, amigos e pessoas próximas, ficam os sentimentos de pesar e o desejo de força para atravessar este momento.

Desejamos que Deus acolha Marinho Mendes e conforte o coração de todos aqueles que hoje sentem a sua partida.


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