Cerca de 80 profissionais de várias cidades, contratados pelo edital Arte e Cultura na Escola em Tempo Integral, da Secretaria de Estado da Cultura da Paraíba (Secult-PB), denunciam o atraso de quase dois meses no repasse de seus pagamentos.
Mesmo sem receber, os educadores mantêm as aulas de música, teatro, dança, artes visuais, capoeira e outras linguagens nas escolas. Para não prejudicar os estudantes, muitos têm arcado do próprio bolso com transporte, alimentação e aquisição de materiais pedagógicos.
Segundo o coletivo, o cronograma original previa o pagamento um mês após o início das atividades, marcadas para 1º de setembro. Posteriormente, a Secult informou que o repasse ocorreria em até 10 dias úteis após o envio do relatório de setembro. Às vésperas do encerramento desse segundo prazo (15 de outubro), a gestão enviou um e-mail prometendo a quitação de três parcelas ainda no mês de outubro, o que até o momento não se concretizou.
"Somos 80 trabalhadores da cultura espalhados por todo o estado. Estamos tirando dinheiro do nosso sustento para comprar instrumentos e materiais. Não temos como custear um programa do Governo com recursos próprios. Queremos respeito, transparência e uma data concreta", relata o grupo de trabalhadores.
Diante do iminente feriado e da ausência de um posicionamento oficial, a categoria cobra esclarecimentos públicos urgentes da Secult-PB e a regularização imediata dos repasses.
RESUMO DA SITUAÇÃO:
• Programa: Arte e Cultura na Escola em Tempo Integral (Secult-PB)
• Profissionais afetados: Cerca de 80 oficineiros em todo o estado
• Valor pendente: 2 parcelas de R$ 2.100,00 (por oficineiro)
• Tempo de atraso: Quase 2 meses
• Impacto: Trabalhadores custeando do próprio bolso materiais, transporte e equipamentos









